100 Dias de Arte: 11º dia – Paula Bonet- Mark Rothko

Mark Rothko foi um pintor norte-americano que mudou-se da Rússia para os Estados Unidos com sua família quando tinha dez anos. Nascido na Letônia, como Marcus Yakovlevich Rothkowitz, com medo de que a influência nazista crescente na Europa provocasse a deportação de judeus americanos, Rothko conseguiu a nacionalidade americana e adotou o nome Mark Rothko.

Rothko passou pelo expressionismo abstrato e pelo surrealismo, mas desenvolveu uma forma única de pintar. Definida pelo crítico Clement Greenberg como Colorfield Painting, é compreendida como uma forma mediativa de pintar, uma pintura do campo de cor.

Em suas telas, ele se exprime exclusivamente por meio da cor em tons indecisos, em superfícies moventes, às vezes monocromáticas e às vezes compostas por partes diversamente coloridas. Ele atinge assim uma dimensão espiritual particularmente sensível.

De acordo com seus amigos, tinha uma natureza difícil. Profundamente ansioso e irascível, podia ser também extremamente afetuoso. É na década de 1950 que sua carreira verdadeiramente se destaca, graças sobretudo ao colecionador Duncan Philips que lhe comprou vários quadros e, após uma longa viagem do pintor à Europa, consagrou uma sala inteira à sua coleção (um sonho de Rothko, que desejava que os visitantes não fossem perturbados por outras obras).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 1964 John e Dominique de Menil (que também fundaram a Coleção Menil) contrataram Rothko para criar um espaço meditativo a ser preenchido com suas pinturas: A Capela Rothko.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A capela não-denominacional em HoustonTexas fundada por John e Dominique de Menil. O interior serve não apenas como uma capela, mas também como local de exposição de um importante trabalho de arte moderna. Em suas paredes podem ser apreciadas quatorze pinturas negras com tons de outras cores, feitas por Mark Rothko. A forma e design da capela foram grandemente influenciadas pelo artista.

Mark Rothko cometeu suicídio pouco antes de terminar as obras da capela, em 1970.

Seu quadro intitulado “White Center (Yellow, Pink & Lavender)” – “Centro Branco (Amarelo, Rosa e Alfazema)” tornou-se, em 2007, a mais cara obra de arte contemporânea vendida em leilão. Ela foi arrematada por US$ 72,8 milhões (cerca de R$ 138 milhões).

Essa dica veio do professor Filipe Masiero. Para saber mais sobre arte, ACESSE AQUI!

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