Anatomia com Octávio Cariello – desenhem e divirtam-se!

Quanto Cariello!!!

Quanto Cariello!!!

Fim de ano, e mais um curso foi concluído aqui na Pandora. Desta vez foi o de Anatomia, do Octávio Cariello, que teve duração de 3 meses. Quem desenha sabe a importância da anatomia no desenho – proporção, simetria, equilíbrio. E tivemos tudo isso, ensinado de uma maneira criativa, descontraída e bem fora da caixa.

Mas eu decidi não falar aqui do curso – quem não fez vai ter que esperar pelo próximo 😉

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Este post é sobre alguns conselhos que o Cariello nos deu ao longo do curso e reforçou na última aula. Eu gravei e vou escrever aqui resumidamente. Antes, um conselho meu: Você precisa fazer um curso com o Cariello! Curso de anatomia, de perspectiva, de fonte, ou de como fazer um bolo sem usar farinha branca, vale a pena de qualquer jeito! Por quê? Porque o Cariello sempre nos mostra uma nova maneira de pensar e ver as coisas. Sempre abre nossos horizontes e especialmente, ele sempre cutuca!

Ele vai te dar centenas de referências, contar causos, dar dicas, ensinar técnicas que ele mesmo criou. Vai pegar no seu pé e te fazer passar vergonha se você não fizer a lição de casa, e sim, vai ter muita lição de casa! Mas tudo isso te fará desenhar melhor, e querer desenhar cada vez mais.

Teve até bolo!

Teve até bolo!

Agora é com ele:

Acabem com os seus desenhos e entendam o processo inteiro  

A principal coisa que vocês não podem ter é medo. Não negociem com a insegurança. Não tenham medo de estragar o desenho. Estraguem!

Só neste momento vocês vão entender a liberdade e o poder de transformação que têm. Entendam com cada erro, e não confiem em qualquer artista que diz que tem total controle sobre o que faz.

O profissional de verdade é quem inclui o acaso, quem entende que o acaso acontece na vida da gente. Os processos acontecem de maneira pessoal, mas tem outras coisas que acontecem de maneira completamente impessoal, que não dependem da sua vontade – seu filho que desenha em cima do seu desenho, ou uma gota que cai errado na sua aquarela, ou o gato que pula em cima da sua tela com a pata suja… o artista tem que saber lidar com essas coisas. Não se tem controle de tudo.

Achem um projeto, saibam o que querem fazer, mandem ver e não tenham medo! Deixem para ter medo de morrer, medo de barata! Não tenham medo desenhar e experimentar.

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Deixa eu ver seu desenho? 

Planejar é ótimo, mas não fazer é uma ruim. Tem que fazer, dar a cara a tapa, colocar a cara no mercado. 

Coloquem os seus trabalhos para as pessoas verem e falarem bem e falarem mal, mas mostrem a cara, porque se não mostrarem a cara ninguém vai saber que vocês fazem.

Não fiquem esperando pela indústria e nem pelo mercado. Façam. Abram um site qualquer e vão fazendo postagens. Se vocês querem fazer HQ, não vivam só fazendo esboços – façam HQ!

Pensar “ eu já tenho garantias, já tenho meu trabalho, meu salário, não preciso fazer mais nada”. Não pode ! Ninguém pode fazer isso consigo mesmo.  A gente tem que fazer o que gosta, encontrar tempo para fazer o que gosta. Faça a sua arte.

Unam-se 

Façam um grupo em que estabeleçam uma base de solidez para se segurarem na hora da tempestade. Não sejam um aglomerado de artistas, sejam um grupo. Um grupo que faz mais do que conversar e manter amizade. Um grupo que se apoie.  Aproveitem o fato de que vocês estão juntos, e tem um centro de confluência, e comecem a transformar esta confluência em algo mais sólido. E algo mais sólido não é montar um sindicato, estúdio ou cooperativa.  É se juntar para criar forças. Pessoas que segurem a onda uns dos outros mesmo que seja apenas de maneira informal. Que se apoiem. Este tipo de relação é muito importante. Se unam e comecem! Recado dado! (Octávio Cariello)

Juliana Romão

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